A China que desde o início do século 21 teve um crescimento gigantesco da sua economia, criando um mercado consumidor de padrão capitalista e um parque industrial que em escala superou e desempregou em parte o ocidente, logo realizará seu projeto de superpotência do século XXI.
Mas os mares ao sul da China nunca estiveram tão quentes. A política americana contemporânea tornou-se o principal empecilho de freio em um provável futuro inevitável: os Estados Unidos como segunda superpotência mundial, perdendo seu posto conquistado ao fim da 1ª Guerra Mundial.
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| Os anos dourados entre a China e os Estados Unidos. |
A China dos anos 90 emergia como um poder econômico importantíssimo na nova economia mundial pós Guerra Fria. Seu mercado consumidor crescente tornou-se atraente nas aberturas promovidas pelo liberalismo de Clinton até alcança o estágio de ameaça considerável ao poder americano no final do governo Bush e Obama.
O crescimento mundial até 2008 amenizou a perigosa desindustrialização pesada que a indústria americana clássica sofreu nos setores de automobilismo, eletrônicos e bens de consumo. Os empregados das industrias do norte dos Estados Unidos, principalmente a região dos grandes lagos, que garantiu a vitória de Trump em 2016.
A revoltada da classe trabalhadora que via seus pais e avôs trabalharem em indústrias e construírem um considerável estilo de vida não encontra agora situação semelhança. A estratégia eleitoral mirando estes setores historicamente democratas desde o governo Roosevelt.
A História apesar de muitos acreditarem de possuir um caráter inerente didático, pouco ensina como experiência, mas nos lega exemplos - ou indícios, de como podemos analisar essa relação de um conflito em um horizonte futuro.
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| Frotas das marinhas americanas e chinesas. nos próximos anos a China finalmente conseguirá colocar-se como um oponente militar respeitável também nos oceanos |
Vamos ao passado e a Tucídides. Dos gregos temos um exemplo. Tucídides (460-400 a.c.) é um dos patronos do ofício dos historiadores e nos seus relatos encontramos aquilo que os estudiosos da arte da guerra e geopolítica chamam de "armadilha de Tucídides", objetivamente descrita dessa forma:
Inevitabilidade
da guerra entre uma potencia
em ascensão contra uma potência estabelecida
Como Atenas e Esparta, os Estados Unidos, a potência estabelecida, e a China, a potência em ascensão, caminham para um conflito inevitável. Trata-se de uma projeção, uma tese, hoje há diversos organismo e agentes internacionais que coíbem conflitos em grande escala entre as potências, especialmente a capacidade nuclear como o limite entre as decisões mais extremas.
A China e Estados Unidos são as estados que mais comercializam no mundo, um conflito entre estas seria arrasador na economia tão interligada como a atual. Trump invoca a imagem de uma China predatória sobre a industria americana, patrocinada por décadas de governos não "patrióticos" como o dele, a China em sua defesa coloca como seu direito e dever natural desenvolver o país. Impossível apontar um cenário com A, B ou C de possibilidades, mas um pequeno descontrole nas negociações atuais ou uma exagerada taxação sobre produtos do seu rival pode ligar o sinal vermelho de um conflito agora no campo militar e este que já está claramente tendenciado para isso. Importante lembrar que até véspera da invasão alemã na União Soviética em 1941, trens levavam cargas entre os dois países.
A China avança em ritmo acelerado e pelos resultados dos entraves comerciais entre Estados Unidos sob Trump e a China a posição de pelo menos de superpotência econômica será alcançado nas próximas duas ou talvez três décadas que se aproximam.
Como nos século 14 e 15, a China finalmente conseguirá criar sua rede de estados tributários ao seu monumental mercado interno de 1 bilhão e meio de consumidores e presenciaremos pela primeira vez em mais de 200 anos que valores "ocidentais" como a democracia e a economia liberal suplantadas por uma cultural oriental.




